Review: Ligeiramente Grávidos

quinta-feira, setembro 27th, 2007

Ligeiramente Grávidos

Ligeiramente Grávidos cruza os destinos de uma ambiciosa produtora que passa a ser repórter de um canal de entretenimento e a de um bobalhão perto da casa dos 30 que divide uma casa com quatro amigos imaturos.

Para comemorar a promoção no trabalho Alison (Katherine Heigl, da série Grey´s Anatomy) vai ao clube com a irmã casada, conhece o loser Ben (Seth Rogen) e os dois acabam transando por conta de um porre fenomenal. Estaria tudo bem, se depois daquela noite nunca mais se vissem. Mas Alison liga para o rapaz após oito semanas com uma surpresa: está grávida.

Judd Apatow (diretor/roteirista do sucesso O Virgem de 40 Anos) esforça-se o possível para diblar os clichês que as fitas do estilo carregam. Seu elenco divide atenções de forma equilibrada, inclusive os coadjuvantes Leslie Mann e Paul Rudd fazendo um casal em conflito – aliás, Mann tem praticamente as melhores sacadas do filme e (talvez) de sua carreira.

Repleto de referências na cultura pop, Ligeiramente Grávidos sustenta suas piadas do início ao fim de forma ágil por saber conversar diretamente com seu público-alvo sem ser excessivamente debilóide.

Ligeiramente Grávidos (Knocked Up, EUA, 2007)
Direção: Judd Apatow
Com: Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd, Leslie Mann, Jonah Hill. 129 min.

Review: M.I.A. – ‘Kala’

terça-feira, agosto 28th, 2007

M.I.A. - KalaEm seu novo álbum, a rapper M.I.A. deixou a essência do funk carioca de lado, partindo em busca de novas inspirações que chegam da Ásia e da África.

Kala seduz nas batidas e ritmos precisos, assim como o álbum anterior Arular, levantando questões políticas em suas letras – por exemplo, a faixa “Bird Flu” (vídeo) aborda os problemas enfrentados por imigrantes de países pobres – em sonoridades que atravessam continentes.

“Jimmy” (vídeo), uma versão de uma canção de Disco Dancer (clássico de Bollywood dos anos 80), flerta com elementos indianos adicionados a ABBA e Os Embalados de Sábado à Noite em sua melodia. Por sua vez, “Hussel” sujeita-se a ser um electro tribal, contando com o auxílio do rapper Afrikan Boy. Em “20 Dollar” – não se trata de uma continuação de “10 Dollar” do álbum anterior – a artista utiliza sintetizadores e o sample de “Blue Monday” do New Order, sem ser medíocre na escolha, para fazer sua versão de “Where is My Mind?” do Pixies. Faixa obrigatória.

Outro momento de criatividade é a “quase-balada” “Paper Planes”” na qual M.I.A. aproveita-se de tiros de rifles e canta ao som de uma caixa registradora que tudo que ela precisa é de nosso dinheiro.

O multi-culturalismo continua evidente em Kala, sem necessitar exclusivamente do funk carioca para tomar as rédeas e guiar sua carreira. E por incrível que pareça, a faixa com a participação do aclamado produtor Timbaland (“Come Around”) é a que menos se destaca diante de tanta representatividade que as composições em geral carregam.

Diferente de seu antecessor, que apresenta hits como “Galang” e “Bucky Done Gone”, Kala funciona melhor como um disco completo, do início ao fim.

Dica de download: “Hussel”, “20 Dollar” e “Paper Planes”

Review: The Office – Segunda Temporada

segunda-feira, agosto 6th, 2007

The Office - Segunda Temporada

Depois de uma primeira temporada curtíssima de seis episódios, The Office (baseado numa série inglesa de mesmo nome) tomou um fôlego incrível com muita comédia nos vinte e um episódios desta segunda fase.

O cotidiano de um escritório é abordado através dos comentários e ponto de vista de seus funcionários. A fábrica de papel, a Dunder Miffin, na Pensilvânia teria tudo para funcionar como uma filial comum, se não fosse pela excentricidade de seus empregados. Temos o gerente regional Michael Scott (o genial Steve Carell), a doce recepcionista Pam Beesly (Jenna Fischer), o representante de vendas Jim Halpert (John Krasinski), o puxa-saco do chefe Dwight Schrute (Rainn Wilson), a amável Phyllis, a coração-mole Kelly (Mindy Kaling), o estagiário Ryan Howard (B.J. Novak), o misterioso Oscar (Oscar Nuñez) e por aí continua. Cada personagem com suas qualidades.

O segredo de The Office, além do humor esperto sem aviso prévio, está no estilo documentário que propõe o andamento dos episódios. Os depoimentos carregam um ar irônico, sem serem essencialmente escrachados, mas que sem perceber você perde umas três piadas quando está rindo de uma – pela agilidade que o roteiro apresenta.

No segundo ano da série, vale destacar a premiação interna com os Dundies, o episódio em que Michael queima o pé em seu George Foreman Grill (vídeo), Dwight Schrute sendo o funcionário do mês e citando Mussolini na premiação, o romance ingênuo de Jim e Pam, as datas comemorativas de Halloween e Dia dos Namorados, o pequeno acidente com fogo no escritório, as “olimpíadas internas” e o interrogatório (estilo policial) devido a um baseado encontrado no estacionamento da empresa.

É pelas atuações eficientes e roteiro bem escrito que The Office conquista seu espaço, entre público e crítica, sendo uma das melhores séries de humor da televisão norte-americana.

Review: Everybody Hates Chris – Primeira Temporada

terça-feira, julho 24th, 2007

Everybody Hates Chris - Primeira Temporada

Continuando a colocar várias séries em dia, dessa vez a escolhida foi Everybody Hates Chris. Um show inspirado nas experiências de infância do comediante Chris Rock poderia ser dispensável, mas o resultado é totalmente positivo nesta comédia surreal com pitadas de humor negro e tom exagerado.

Everybody Hates Chris se passa em Nova Iorque, mais precisamente no Brooklyn, durante o início da década de 80. O show agrada mais ao público que conhece a cultura da época, utilizando referências do período em seus comentários (narrados pelo próprio Chris Rock), na edição com vídeos de arquivo e trilha sonora regada de clássicos da música.

Chris é um garoto de 13 anos, que exerce o papel de irmão mais velho quando cuida dos irmãos menores – o popular Drew e a caçula Tonya – enquanto os pais estão trabalhando. Julius (Terry Crews, de As Branquelas), seu pai, é um controlador de despesas que sonha com contas, vê números em tudo que é desperdiçado e tem dois empregos. Sua mãe (Tichina Arnold), a exagerada Rochelle, não consegue manter-se por muito tempo num trabalho, não nasceu para ser empregada, e gaba-se dizendo que o marido tem dois empregos.

A família de Chris preza por uma boa educação ao filho mais velho, obrigando-o a estudar numa escola fora do Brooklyn. Lá, ele é rejeitado pela maioria, mas faz amizade com um garoto não tão popular – seu melhor amigo Greg (Vincent Martella). Até mesmo seus professores tratam-o com inferioridade e pena – o que rende algumas boas risadas, por ele ser o único estudante negro.

No entanto, não cabe ao espectador ter piedade do garoto quando tudo é tratado de forma tão insultante – até mesmo as piadas racistas são exibidas com naturalidade pelo próprio comediante. O show (assista trechos neste vídeo) agrada justante por ter em sua proposta rir da desgraça alheia. Ou melhor, neste caso a má fase na vida de Chris.

Review: Bonde do Rolê – ‘With Lasers’

segunda-feira, julho 23rd, 2007

Bonde do Rolê - With LasersO Bonde do Rolê é mais um produto de exportação que faz sucesso lá fora e depois ganha o reconhecimento no país. Antes de escutar este With Lasers, estava com um pé atrás com o trio curitibano (Marina Vello, Rodrigo Gorky e Pedro D’Eyrot) descoberto por Diplo. Logo na primeira faixa do álbum, a química oferecida entre o funk carioca, as guitarras exageradas e os samples torna-se em um material extremamente empolgante e divertido.

As letras do grupo carregam um teor pornográfico escrachado que não atrapalha na audição depois dos primeiros palavrões de peso surgirem. O disco conta com canções engraçadas, às vezes bobas, porém o principal segredo está na execução das batidas e nos ritmos com pontecial de fazer remexer – e não é a toa que os gringos estão sendo conquistados sem entender frases como “mais vale dois cus que uma buceta”.

“Divine Gosa” é funk carioca tradicional para sair nas palmas pelo salão, “Geremia” carrega um leve ar carnavalesco, “Office Boy” (vídeo) traz elemento chiclete (bo-bo-bo-bo-boy) nos vocais repetidos e “James Bonde”, com guitarra suja incrementada no batidão, soa sensacional com seu refrão escroto. É nessa mistura de brasilidade que o gênero pode ser considerado a próxima Bossa Nova – e um dos principais produtos de exportação musical do país.


Clipe de “Marina Gasolina”

With Lasers é um álbum para se escutar sem preconceitos. Gostou das melodias? Ouça de novo e caia na diversão. Não gostou? Guarde na gaveta.

Dica de download: “James Bonde, “Marina do Bairro” e “Marina Gasolina”

Review: Nip/Tuck – Segunda Temporada

segunda-feira, julho 16th, 2007

Nip/Tuck - Segunda Temporada

Enquanto várias das minhas séries favoritas estão de “férias” lá fora, estou colocando a casa em ordem e assistindo títulos atrasados. Recentemente, terminei a segunda temporada de Nip/Tuck. A verdade é que na primeira fase somos apresentados aos personagens, mas sem discussões necessárias para um grande envolvimento por parte do público – até mesmo pela adaptação dos atores aos papéis.

Nesta segunda fase, o show mostra-se maduro ao abordar temas como a crise de meia idade dos doutores Sean McNamara (Dylan Walsh) e Christian Troy (Julian McMahon), a sociedade em crise e os conflitos familiares existentes. Julia (Joely Richardson), a mulher de Sean, está insatisfeita sexualmente. Eis que surge a “treinadora de vida”, um espécie de terapeuta, Ava Moore (Famke Janssen) na vida dos McNamara. Ela acaba tendo um caso com o filho do casal e passa a ser o principal pivô para a separação dos pais do garoto. Por outro lado, Christian procura conciliar as conquistas sexuais com a condição de pai adotivo – até o pai biológico da criança aparecer de surpresa.

Nos últimos episódios da temporada, surge um misterioso personagem: um estuprador que desfigura o rosto de suas vítimas dizendo que “a beleza é uma maldição”. As aparições do serial killer servem de gancho para a próxima fase da série, principalmente quando o psicopata finaliza o episódio com um dos doutores amarrado na cama.

A narrativa aproveita-se dos problemas estéticos e ganha proporções dramáticas nas vidas pessoais dos doutores e seus conhecidos. Até mesmo as operações sem sucesso, servem de lição para a vida das personagens (como no episódio em que a sociedade está em crise e há uma operação de risco com garotas siamesas unidas pela cabeça). Os temas continuam adultos abordando o sexo, consumo de drogas, religião (no episódio de uma prostituta que quer se livrar dos stigmatas com cirurgias plásticas) e pedofilia.

A segunda temporada traz um leque de participações especiais que contribuem aos episódios. Primeiro a veterana Vanessa Redgrave, fazendo a mãe debochada de Julia (que de fato é mãe da atriz na vida real). Depois somos encatados pela simpatia perversa de Famke Janssen (a Jean Grey de X-Men) como Ava. A atriz Rebecca Gayheart, interpretando uma cega, oferece um dos episódios mais bonitos e sensíveis numa cena de amor com um dos doutores. E fechando o ciclo, há uma curtíssima – mas generosa – aparição de Alec Baldwin.

Nip/Tuck passou por uma boa cirurgia de roteiro com o fim da primeira temporada. Voltou mais atraente e com um elenco interessado em dar sentido real à trama, deixando a superficialidade para seus pacientes resolverem na mesa de operação.

Review: Ratatouille

sexta-feira, julho 6th, 2007

Ratatouille

A receita da nova animação da Pixar, Ratatouille, está no humor sofisticado da produção. Na história temos Remy, um pequeno rato francês, que é diferente dos demais. Seu paladar apurado, faz ele ser seletivo quando o assunto é comida: ao invés de comer coisas do lixo, prefere saborear alimentos frescos e misturá-los a outros ingredientes.

Quando seu talento é percebido, tem o (monótono) cargo de averiguar se os alimentos recolhidos pela sua comunidade estão envenenados. Inspirado por um famoso chef de cozinha, ele acredita que “qualquer um pode cozinhar” e ser um grande cozinheiro. Mas, sendo um bichinho considerado nojento entre os humanos, suas chances são menores e seu sonho mais distante.

O diretor Brad Bird (ganhador do Oscar por Os Incríveis) não tem apenas uma boa trama e um roteiro esperto nas mãos, mas um visual praticamente real. Os personagens (animais e humanos) carregam um ar de desenho clássico, nos ambientes e na cidade de Paris, causando uma sensação acolhedora em seu espectador.

Ratatouille

As piadas são generosas com todos os seus personagens. Seja o ratinho tratando o seu aliado como uma marionete na cozinha ou quando um dos supostos “vilões” – o crítico de restaurantes Anton Ego (voz de Peter O´Toole) – tem um dos melhores momentos ao provar um prato especial. Isso, sem nunca esquecer a principal mensagem do longa e qualquer clássico Disney: nada é impossível, qualquer um pode sonhar (e não apenas cozinhar).

A crítica especializada já fala em Oscar para a animação na próxima edição do prêmio. Se a Dreamworks apostar em Shrek Terceiro, as chances do Ogro ferver na panela são bem grandes.

Assista a uma prévia de nove minutos de Ratatouille e depois vá ao cinema se deliciar.

Dica: Chegue ao cinema no horário. Antes do filme iniciar está sendo exibido o curta Quase Abduzido (Lifted) – sobre um alienígena que está em fase de “auto escola” para abduzir humanos enquanto dormem. Mais uma prova de que a Pixar tem o dom em suas animações.

Ratatouille (EUA, 2007)
Direção: Brad Bird
Vozes de: Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Peter O’Toole, Janeane Garofalo. 110 min.

Review: Paula Cole – ‘Courage’

segunda-feira, junho 18th, 2007

Paula Cole - CourageConhecida por hits insistentes como “Where Have All the Cowboys Gone?” e “I Don´t Want to Wait” (tema do seriado teen Dawson´s Creek), Paula Cole volta com um novo trabalho após oito anos de hiato.

Durante o tempo parada teve problemas com a sua gravadora, que se recusou a lançar o material criado por ela e deu-lhe um “tchau”, e o antigo empresário. Temas como esses acabam evidentes nas melodias de Courage e como superá-los também. A cantora não quer mais a imagem da mulher boca suja de dez anos atrás – para ela “a antiga Paula Cole está morta”, como deixa claro em seu MySpace.

No novo álbum está pronta para explorar e acertar em novos ritmos (assista ao EPK). Caminha pela bossa nova em “Hard to be Soft” (com a participação do brasileiro Ivan Lins), uma levada reggae na deliciosa “Safe in Your Arms”, o folk intimista de “Comin´ Down” e no pop delicado de “14″. No jazz improvisado de “Lonelytown”, com Herbie Hancock ao piano, encontra-se perfeitamente no novo rumo encaixando o vocal suave de forma magistral na composição.

São poucos os momentos em que a artista refugia-se aos trabalhos anteriores. Há a coragem de mudar seu repertório, sem a preocupação de deixá-lo comercial. Seja bem-vinda, Paula Cole.

Dica de download: “14″, “Lonelytown” e “Comin´ Down”

Review: Shrek Terceiro

sexta-feira, junho 15th, 2007

Shrek Terceiro

Depois das trilogias Homem-Aranha e Piratas do Caribe, chega a vez de Shrek marcar território nos cinemas. Nessa continuação, o ogro resmungão se tornará soberano do reino de Tão Tão Distante, devido à morte do Rei (sapo) Harold. No entanto, ele e Fiona não servem para o cargo, o que seria um desastre caso isso viesse a acontecer – como é apresentado no início do longa.

Com a ajuda do Burro e do Gato de Botas, Shrek parte em busca de Arthur, primo de Fiona, para assumir o posto. Artie, como é chamado, é um cavaleiro “perdedor” que não se encanta com a idéia de ser rei. Até que um encontro inevitável entre ele e um velho professor beirando à loucura (Merlin) dão novas perspectivas ao jovem.

Se os filmes anteriores tinham cenas memoráveis, essas estão reduzidas a um trabalho preguiçoso com roteiro básico. A fórmula de brincar com os personagens das estórias de “Era uma vez…” funcionaram no primeiro filme, assim como as tramas familiares no segundo; desta vez tornam-se meros clichês de sua própria poção.

Shrek Terceiro

O filme é sem foco e não explora os personagens como deveria, proporcionando a eles piadas irregulares – como a cena em que o Gato de Botas troca de corpo com o Burro e o máximo que se tira da situação é a dificuldade de caminhar. Um dos melhores momentos fica por conta das princesas – ou devo dizer, o Esquadrão das Princesas? Branca de Neve, Bela Adormecida, Cinderela, Rapunzel e Fiona são uma espécie de As Panteras fazendo revolução – com direito à queima de sutiã – numa sequência rápida que encontra sintonia no grito de “Immigrant Song” (do Led Zeppelin) dado por Branca de Neve (vídeo).

Shrek Terceiro é o filme mais fraco da série. Decepciona pelos raros momentos que escapa do convencional e na falta de originalidade do humor oferecido.

Shrek Terceiro (Shrek the Third, EUA, 2007)
Direção: Chris Miller
Vozes de: Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, John Cleese, Rupert Everett e Justin Timberlake. 93 min.

Review: Totalmente Apaixonados

sexta-feira, junho 8th, 2007

Totalmente Apaixonados

Não é que Totalmente Apaixonados seja um filme exclusivamente ruim, mas se parece com tanta coisa que a cada piada sem graça perde qualquer credibilidade que possa tentar ter.

O longa nos apresenta a dois casais. Rebecca (Julianne Moore) e Tom (David Duchovny) são casados, pais de duas crianças, sessões de terapia e um problema quando o assunto é sexo. Por outro lado Tobey (Billy Crudup), irmão de Rebecca, namora com Elaine (Maggie Gyllenhaal) há sete anos. Ela quer um futuro com um belo casamento e crianças, ele preocupa-se mais em ter uma mulher para cuidar da casa e continuar agindo como um adolescente em crise. O caos se instala quando as mulheres rebelam-se e seus homens precisam tomar iniciativa para resgatarem o que perderam.

O filme se sustenta em seu bom elenco que em determinado momento perde o rumo devido a direção e roteiro fajuto de Bart Freundlich, chegando ao ponto de não ter mais o que dizer. Cai no clichê quando os personagens tropeçam nas coisas, perseguem uns aos outros, gritam em lugares públicos e apela-se para movimentos de câmera lenta. E toda a ação passada em Nova Iorque, não faz de Freundlich nenhum Woody Allen.

Totalmente Apaixonados (Trust the Man, EUA, 2006)
Direção: Bart Freundlich
Com: Maggie Gyllenhaal, Billy Crudup, Julianne Moore, David Duchovny, Eva Mendes, James LeGros. 96 min.